"Só essa parte aqui: Acabei lendo muita coisa que o estudante médio de psicologia nunca vai nem ouvir falar, tanto por falta de curiosidade quanto por falta de apresentação dessas obras no curso." já valeu a leitura.
O autodidatismo em certos estudos dentro da área é de suma importância, até Pará responder perguntas que nem mesmo dentro da sala de aula possuem respostas "certas".
A filosofia da pisologia precisa ser mais difundido no meio acadêmico e apresentado, pois grande parte dos futuros psicólogos não conseguem correlacionar certos argumentos ao objeto do estudo.
Esse problema do desconhecimento do estudante típico tem a ver com duas questões. A primeira é que o estudante típico de psicologia não está interessado nesses assuntos. A motivação central que faz 99% das pessoas entrar no curso de psicologia não é teoricamente elevada, digamos, é pragmática. Nos casos em que há certa disposição para teorizar essa atividade fica restrita a dilemas clínicos. E essa é mais uma questão de constituição individual do que intelectual. As pessoas resolvem cursar psicologia por causa de pessoas, pra resolver seus problemas, não pra lidar com questões teóricas específicas. É aquela velha máxima: são pessoas que se motivam lidando com pessoas, não com aspectos mega específicos (o que a gente poderia chamar de "coisas").
É bem diferente quando lidamos com engenheiros, físicos, matemáticos ou filósofos. Eles têm uma abertura ou uma atração maior pra lidar com problemas "isolados de pessoas como um todo". Por exemplo, eu estou estudando agora, um tanto autodidatamente, cognição sem cérebro, reducionismo/emergentismo, sociedades WEIRD, penetração da cultura e de modalidades cognitivas na percepção sensorial. Eu duvido que esse assunto motive tanto qualquer pessoa da psicologia como me motiva, hahaha.
Ah, junto disso tudo tenho que considerar que meu cabeamento neurobiológico é diferente já que estou no espectro. O modo como penso já é diferente da média da população em geral e talvez mais ainda da média dos psicólogos.
E, sim, concordo, esses assuntos todos (filosofia da psicologia e etc) devem ser popularizados, especialmente em língua portuguesa.
Ótimo texto!
Obrigadooo
"Só essa parte aqui: Acabei lendo muita coisa que o estudante médio de psicologia nunca vai nem ouvir falar, tanto por falta de curiosidade quanto por falta de apresentação dessas obras no curso." já valeu a leitura.
O autodidatismo em certos estudos dentro da área é de suma importância, até Pará responder perguntas que nem mesmo dentro da sala de aula possuem respostas "certas".
A filosofia da pisologia precisa ser mais difundido no meio acadêmico e apresentado, pois grande parte dos futuros psicólogos não conseguem correlacionar certos argumentos ao objeto do estudo.
Esse problema do desconhecimento do estudante típico tem a ver com duas questões. A primeira é que o estudante típico de psicologia não está interessado nesses assuntos. A motivação central que faz 99% das pessoas entrar no curso de psicologia não é teoricamente elevada, digamos, é pragmática. Nos casos em que há certa disposição para teorizar essa atividade fica restrita a dilemas clínicos. E essa é mais uma questão de constituição individual do que intelectual. As pessoas resolvem cursar psicologia por causa de pessoas, pra resolver seus problemas, não pra lidar com questões teóricas específicas. É aquela velha máxima: são pessoas que se motivam lidando com pessoas, não com aspectos mega específicos (o que a gente poderia chamar de "coisas").
É bem diferente quando lidamos com engenheiros, físicos, matemáticos ou filósofos. Eles têm uma abertura ou uma atração maior pra lidar com problemas "isolados de pessoas como um todo". Por exemplo, eu estou estudando agora, um tanto autodidatamente, cognição sem cérebro, reducionismo/emergentismo, sociedades WEIRD, penetração da cultura e de modalidades cognitivas na percepção sensorial. Eu duvido que esse assunto motive tanto qualquer pessoa da psicologia como me motiva, hahaha.
Ah, junto disso tudo tenho que considerar que meu cabeamento neurobiológico é diferente já que estou no espectro. O modo como penso já é diferente da média da população em geral e talvez mais ainda da média dos psicólogos.
E, sim, concordo, esses assuntos todos (filosofia da psicologia e etc) devem ser popularizados, especialmente em língua portuguesa.